quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Literatura Rap - Sejamos nós mesmos nossos lideres




 "Sejamos nós mesmos nossos lideres"
  por Crônica Mendes, do grupo A FAMÍLIA.



Dia desses, conversando com o Gordinho do grupo Primeiro Ato, me emocionei com uma declaração dele. Fiquei pensando a noite inteira em cada palavra e concordo plenamente com o que ele disse; Não dá para deixar toda a história que o Rap construiu se perder nas linhas de um contrato, ou nas rimas sem compromisso, ou se perder de fato por quaisquer motivo. Tudo bem, eu aceito o argumento 'dos demais', mas não maltrate o rap tanto assim (Obrigado Paulinho da Viola por esse pensamento nos servir tão bem.) Parece até que o coração que movia o rap deixou de pulsar forte como antes, agora parece que existem outros motivos para querer cantar rap, antes era a indignação, hoje ñ vou dizer que é por moda, hoje simplesmente não sei por que muitos cantam Rap. Não vejo, não sinto, não ouço muitos dos que estão por ai. Respeito a variedade, mas ñ aceito o desleixo com o compromisso do Hip Hop, o rap não é só música, palco, cd... Atente-se! Parece até que é facil compor um rap, não se engane fácil não é... Eis os mcs e o rappers, ao longo de mais de 20 anos muita coisa foi deturpada... Como já disse uma vez - Nesse momento lembro dum livro que li, chamado "De que lado você está?"

Gordinho, você é um guerreiro irmão, seu tempo pertence só a você, o importante é buscar estar bem e feliz consigo. Muitas vezes na luta da vida, a gente pensar que nosso tempo já passou, e muitas vezes essa sensação é causada por estarmos lutando de maneira errada, com armas erradas, com visões erradas, são tantos motivos que nos levam a pensar dessa forma, e são maiores ainda os motivos para continuar lutando e aprendendo a maneira certa. Nenhum guerreiro do rap está dispensado de sua missão, mas é bom que cada um de nós encontre nosso posto. O rap respira em você, em mim, em cada um que acredita que já foi tocado pelo rap, que teve sua vida transformada pelo rap. Acredita nisso meu mano! O rap é o que você é não o que dizem que tem que ser.


Construímos uma estrada até aqui e ela vai mais além, todos podem trilhar nessa estrada, mas saibam que sofreu, quem sangrou, quem morreu, quem digladiou, quem fez tudo para que o Hip Hop, o Rap pudesse estar nos corações e mentes dessa grande favela chamada Brasil.

Vamos pra frente, vamos para o próximo passou, mas vejo que isso ha de ser feito como processo de extensão, sem o abandono de lugar ou pessoas. Não é nada sobre novo ou velho, mas sim sobre as maneiras de tratar o Rap, o HIP HOP... Isso é a vida da gente.

Muitos dizem que já somos velhos e que cansaram das coisas que falamos, cantamos, mas se já cansaram é bom saber que pouca coisa mudou, e o que mudou foi por causa dessa nossa luta, e saibam também que os problemas mudaram, evoluíram também, mas não estão sanados. O novo sempre vem, a forma como chega é que diferencia tudo. E quando se manifesta esse debate, muitos pensam que é inveja, raiva ou até ódio, mas da minha parte não é nada disso, é apenas uma busca por se entender como foi que a mídia fonográfica injetou essa briga entre nós, e como muitos se pintaram de acordo com o que o inimigo queria. Ouço muitos da dita "nova geração", mas não os que a mídia diz ser a nova geração.


Vamos!!!

Sejamos nós mesmos nossos lideres.



Crônica Mendes
#ContinueOuvindoRap! 

2 comentários:

  1. É isso mesmo, acredito que enquanto houver problemas, tem que ter o rap que proteste tais fatos!

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