segunda-feira, 31 de outubro de 2011


"Um Grande Posto, uma Grande Batalha"...


Peterson, mais conhecido como P.T.R vem se destacando como "Designer Gráfíco" na área de criação e edição de imagens de Comunicação Visual (Logos, Flyers, Folders, Banners, Caricaturas, Vetores, Capas de livros,CDS,DVDS,Videos, etc), tercerizando-as paras as mídias Impressa e Eletrônica que estão diretamente ligadas ao mundo globalizado atual.

Peterson P.T.R:

- Nascido em 30 de outubro de 1983, como as demais pessoas tive uma vida com problemas, porém os meus erros (que por sinal foram muitos) fez de mim uma pessoa com certeza melhor que outrora. Perdi meu pai muito cedo, vivi sem nenhuma perspectiva durante alguns anos e como de praxe pessoas boas e ruíns vieram, foram, permaneceram, partiram. Desde criança tive a habilidade de desenhar nas paredes, nas capas dos livros, na pele, desenhando carros, pessoas e usando pedaços de madeira, nas brincadeiras de"carrinho", pois houveram tempos difíceis e a prioridade era comida e não brinquedos. Na mesma época  eu era muito de ficar nas ruas  e como tinha passado a escrever  coisas após a morte do meu pai, passei também a me identificar muito com o Rap e comecei a compor letras protestantes (o que faço até hoje). Tive experiências nas ruas para poder falar algo. Fui integrante de um grupo que foi escola para todos os integrantes e hoje tenho minha própria identidade com  o nome de "Profilaxia" (que no sentido figurado, significa o tratamento e a prevenção através de palavras, para que não ocorra o fracasso tanto social em coletivo como o pessoal, que nos torna excluídos, à margem de uma sociedade demasiadamente capitalista). Sou o lider no grupo orientado por dois integrantes que são de suma importância nas decisões finais. Falo daquilo que está errado, a vida na rua, dos "parceiros" e do submundo da sociedade, que é o crime. Busco ainda nas brexas da própria lei "desses aí", confrontá-los. Também falo do meu credo que é o Cristianismo, no qual é a verdade. Jesus veio para nos libertar.


Hoje estou com 28 anos, 8 anos de Rap e uns três como cristão. Após grande revés Deus me concedeu essa nova  oportunidade de poder usar de meu talento mesmo com poucos recursos por meio do Design Gráfico em imagens e vídeos.
                      

P.T.R ART Digital Designer (Algumas criações):
 




Confira mais criações e Músicas de P.T.R acessando os links:

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 Satisfação a todos!

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Por: Vivi Rocha






domingo, 30 de outubro de 2011

paRA Pensar - Boa Leitura


... Sacudido de um lado para o outro, o leitor precisa pensar adiante. Deixar de lado a preguiça do sofá em que jazem seu corpo e sua alma para que o espírito possa correr nas alturas, mesmo que seja para despencar no abismo da dúvida ou do sono. Não há um sol da verdade suprema para aquecer lagartos.

Não há justiça. Cada código é uma moralidade limitada que pretende ser absoluta... A justiça do Estado é a socialização da vingança pelo poder, a prepotência legalizada de uns sobre os outros, a vontade de poder instituída como direito de dominar e impor. A maior sinceridade obriga a reconhecer que se mente sempre. Alegam-se razões que não são as que efetivamente determinam as ações.

Flávio R. Kothe - Prefácio, Nietzsche, Marx, Freud. Fragmentos do Espólio, Julho de 1882 a inverno de 1883/1884.



... Só há uma explicação: Destino. Antes da gente nascer, alguém, sei lá quem, talvez Deus, Deus define direitinho como é que vai foder a sua vida. É isso. Era a minha teoria. Deus só pensa no homem quando tem que decidir como é que vai destruí-lo. Quando ele não tem tempo, faz uma guerra, um furacão e mata um monte, sem ter que pensar em nada. Em mim, ele pensou.

Aquele cara vai aprender a não sair por aí chamando os outros de veado, eu disse. Ele não te chamou de veado, chamou de gringo. É a mesma coisa. Veado e gringo são a mesma coisa. Também não sei de onde eu tirei isso. Fui para a praça, carregando minha espingarda dentro da caixa. Suel chegou logo depois. Estava desarmado, de mãos dadas com a namorada. Isso me encheu de coragem. Peguei a espingarda. Ajoelhei na posição de tiro. Pega tua arma, Suel. Ele falou que eu devia estar brincando, somos amigos, ele disse. Não éramos amigos porra nenhuma, mas eu poderia perfeitamente pegar esta deixa e encerrar o assunto.

 Pega tua arma, insisti. Ele ria, não sabia se acreditava ou não. Suel queria mesmo desistir e isso me encheu de coragem. Olhei as pessoas na porta do bar do Tonhão, todos me observando, isso me encheu de coragem. Mirei. Se você quiser me matar, Máiquel, vai ter que ser pelas costas, ele disse. Suel ficou de costas para mim e saiu gingando, de mãos dadas com a namorada.
 
Pode atirar, ele gritava, me mate pelas costas. Dei o primeiro tiro, Suel voou no chão, deve ter morrido na hora. A namorada berrava e tentava arrastar o negro para o carro. Dei outro tiro sem mirar e acertei na cabeça de. Suel. Foi assim, as coisas aconteceram desse jeito. Ele foi a primeira pessoa que matei. Até isso acontecer, eu era apenas um garoto que vendia carros usados e torcia para o São Paulo Futebol Clube.

Patrícia Melo - O Matador. 2° edição – 2003, Editora Companhia das Letras.
L. Cycy.

Programa AÇÃO PERIFERIA - Especial com EMICIDA

Fotos por: Tatiana Reis
 
Iniciativa única nos campos da cultura e da comunicação no Brasil, o programa Ação Periferia bateu recorde de audiência na em 3 anos de existência. Produzido pela Central Única das Favelas (CUFA) em parceria com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o Ação Periferia convidou o rapper E.M.I.C.I.D.A - Enquanto Minha Imaginação Compor Insanidades, Domino a Arte para conceder entrevista.
 
Confiram!

Curta a página do Ação Periferia no facebook: https://www.facebook.com/acaoperiferia


Clique aqui para ouvir o programa desse sábado (29/10) na íntegra: 

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Du Rap DF - Banner e vinheta

 Arte e vinheta por: DJ Bolatribo

Blog sobre o rap do DF e do Entorno, criado por MULHERES amantes da cultura Hip Hop!


LeTRa dA sEmANa


Markão Aborígine:




E pessoas pequenas, vulgarmente chamadas de anões
Por tempos atrações de circo como aberrações
Humanidade prepotente, arrogante
Transformam doentes em homens elefante

Por diamante, pau Brasil, ouro e prata
Escravizam! Justificativa: não possuem alma
Por quanto tempo esconderam atrás da Palavra a ganância
Industria farmacêutica que propaga falsa esperança

Com discurso da cura, injetam o câncer na África
Assim se lucra, extermine o povo, resta a terra farta
Acabar com a miséria ou com os miseráveis?
Resposta capitalista: ogivas nucleares

Semelhante a África eu vejo o agreste, o sertão
Olhados com asco pelo resto da população
No sul só são Baiano, Paraíba
Na novela, fofoqueiro, prostituta interpretada pela artista

No Piauí, família gaúcha compra terra, planta soja
Para a vista o sofrimento a preço de esmola
Nessa horas eu vejo Hitler presente
No homossexual ferido com a lâmpada fluorescente

Até quando a gente não vai compreender o amor
Como verbo até divino e não somente pornô
Reality show, musa do carnaval, hit do verão
Que faz criança de 3 anos rebolar no chão

Amassa a latinha que o pai bebeu
Entorpecido, agressivo, na esposa bateu
Logo a criança reproduziu
O palavrão que na televisão ouviu

Monitor hostil, propaga discriminação
Na turma da Mônica, o negro não banha – Cascão
Até que o negro entra na programação
Faustão anuncia: Beleza feminina, mulata, marrom bom bom

Que atendem a industria do sexo
Em cada propaganda de cerveja, mulher objeto
Dia Dia, Note e Anote, Mais Você, não importa o nome
Na TV mulher é moda, receita, cozinha, silicone

Na nação patriarcal, nada surpreende
A mulher é apenas um A entre parênteses
Segundo plano, remuneração alguma
Tríplice jornada, e até o Rap trata como vagabunda


A cada um e cada uma, escute a voz que canta
Que o homossexual não seja a extravagância no programa
O despertar das risadas
Sempre o motivo das piadas

Humanidade amarga, imbecil, inumana
Não consegue sentir,não sorrir, nunca ama
Não é segredo pra ninguém
Quem tem preconceito, levanta o dedo. Uai, não tem ninguém?

Ainda bem... Que canto mentiras, mas não
Aonde você guarda a discriminação?
Na piada da escola que se chama bulling
Ou no apelido inocente, cruel e rude?

No vomito forçado com vergonha do corpo
Pra atingir o padrão de beleza da Globo
Que nunca será atingido
Por ginástica, plástica, cosméticos e lipos

Pois esse padrão só resulta em bulimia
Osteoporose, fobia, anorexia
E na vitrina, um só manequim, um só peso
Como se não existissem obesos

Acuados na roleta do ônibus
O Capital que vende fritura, também vende redução do estomago
Até quanto a humanidade marchará em re
Transformando em um circo de aberrações a beleza de Soleil.

Nós não somos diferentes
E sim diversos

Mas também somos monstros
Não por fora, mas aqui dentro

Nós que julgamos e excluímos
Nós sim somos as aberrações e ao mesmo tempo os palhaços


Markus Dantas
Aborígine

Escrita em 22 de janeiro de 2010

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

LetRa dA sEMaNa

Espada no Dragão
(Facção Central)




Sou testemunha de um milagre de Cristo,
vejo o crucifixo tornando o oprimido pacífico.
A fé em dose cavalar, anula o espírito de guerra
aceitar a dor pra carne pra ser feliz na vida eterna.
Só essa tese explica a ausência do grupo guerrilheiro
com bomba incendiária pra libertação de preso.
È um milagre o Carrefour não ser saqueado,
as árvores do Ibirapuera não ter rico enforcado.
Todo dia no avião pagador não ter ação.
Ouro em barra na mão, para quedas pra tripulação.
O político na autopsia ter água no pulmão
sinal que jogaram de braço amarrado pra natação.
Meu ponto de vista é sincero e dá processo,
quer palanque?
Dá o martelo e Pla no meio do cérebro.
Irônico trágido, povo em 2º em compra de jato,
não consome as calorias pra uma vida saudável.
Tudo é válido onde quem faz filme pornográfico,
vira rainha e tira o material do mercado.
O calcanhar de Aquiles do pobre é a educação,
imagina o mendigo compreendendo 
a constituição. 
Ia pro instituto de zoonoses uma pá de magnata,
morrer na câmara de descompensação igual a vira-lata.
Não ouvi da boca de Jesus para eu dar a outra face,
prefiro crer que ele me queira gladiador, não covarde.

Você não honra a dor da coroa de espinhos, 
a palavra sagrada é munição, não é exílio.
A carne furada com prego na crucificação, 

merece mais do que prece e joelho no chão.
ESPADA NO DRAGÃO

A bíblia não é escudo, é manual pra libertação, 
siga o exemplo de São Jorge, espada no Dragão.
Não espere a justiça do homem ela é podre, é cega,
queria dar Nobel pro Bush, que promove a guerra.
O inimigo destrói sua célula, sua herança genética,
dá o padrão da sua linha de montagem perversa.
O peso, a altura, o modo que você raciocina,
consequência da dieta sem proteína.
Lembra o tempo da escola, na prova o zero,
você não era burro, faltou leite materno.
Quase entrou nas 9% de crianças desnutridas,
que morrem antes de um ano de vida.
O refém no cativeiro não é vingança,
dão um deles pra pm estraçalhar nossas crianças.
Põem carteira, plantam arma, pólvora na unha,
depois lavram o BO com umas 20 testemunhas.
Até a planta da sua casa é do arquiteto inimigo, 
compensado, brasilite, barro como piso.
Seu filho, se pá, vai degolar a professora,
cadê o material?
Ouve toda mão que vai na lousa.
Nem com morte cerebral, esperando o off do aparelho,
o colecionador de Ferrari te doa um fio de cabelo.
Jesus já fez sua parte, furaram com prego sua mão,
em tempo de guerra a Kalishnicove e a oração.

Você não honra a dor da coroa de espinhos,
a palavra sagrada é munição, não é exílio.
A carne furada com prego na crucificação,
merece mais do que prece e joelho no chão.
ESPADA NO DRAGÃO
A vida é rinha de pit bul, onde poodle não sai vivo,
foco de incêndio onde não chega a escada magirus.
Mesmo rico daqui visto no exterior como Tarzan e Xita,
quer seu corpo no carro de mão na BBC, sendo notícia.
No Piquet que derruba secretário,
é o dos 29 presídios simultaneamente rebelados.
So temem o preso com estratégia guerrilheira
que abala as coluna do prédio da Bovespa.
Enquanto se escondem atrás da bíblia, do terço,
votam o projeto pra idade penal começar no berço.
O negro que protesta pela sua cota na faculdade,
termina enforcado na carceragem do Depatri.
Papai que isso preto no feijão do meu prato?
È fezes de rato, tira ai com o garfo.
Essas horas ter feito química seria bom, 
pra jogar no Morumbi uma bomba de um megaton.
Quando arrancarem olho pra leitora biométrica,
não por arroz na panéla,
como um golpe de estado da favela.
O português que rouba nossa terra até hoje,
não vai mais derrubar barraco pra montar campo de golfe.
Não vou por emblema da telefônica no palio,
de crachá entrar na mansão com 171 nos empregados.
Minha aprovação pro céu, talvez seja no banco dos réus,
por que alojei no opressor um projétil de imbel.

Você não honra a dor da coroa de espinhos,
a palavra sagrada é munição, não é exílio.
A carne furada com prego na crucificação,
merece mais do que prece e joelho no chão.
ESPADA NO DRAGÃO

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Programa No Ar Ação Periferia

NO AR!

Foto: Tatiana Reis

Texto: FÁBIA PESSOA.


Iniciativa única nos campos da cultura e da comunicação no Brasil, o programa Ação Periferia tem três anos de vida. Produzido pela Central Única das Favelas (CUFA) em parceria com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o Ação Periferia conseguiu inovar dentro do cenário cultural do país ao unir música, entretenimento, cultura e informação, tendo como foco a produção cultural das periferias brasileiras.
Resultado de um colóquio de parceria, realizado pela EBC em novembro de 2008, o programa de estréia foi ao ar no sábado, 3 de janeiro de 2009 às 19h.  Atualmente, o programa é veiculado todos os sábados a partir do meio dia. Além disso, todos os programas estão disponíveis na Internet, no endereço http://soundcloud.com/acaoperiferia. Em sua plataforma virtual, o programa já conta com mais de 200.000 acessos.

Centrado na cultura Hip Hop, o Ação Periferia buscou apresentar ao público os novos talentos que surgem nas periferias do Brasil, mas que não têm acesso aos canais de comunicação para divulgar seus trabalhos. Conseguiu, assim, oferecer um programa de rap diversificado, que foge aos padrões e preconceitos. O Ação Periferia mostrou um rap tipicamente brasileiro, que mistura a batida do samba e do maracatu às letras contundentes sobre os problemas sociais enfrentados por grande parte da população do país. O programa mostrou que o rap pode ser música alegre, dançante, festiva – mas que sempre tem um caráter de denúncia, de protesto, de crítica social.

O Ação Periferia já esteve presente em grandes acontecimentos do cenário cultural do Brasil. O programa cobriu a última edição do Prêmio Hutúz, a maior premiação do cenário Hip Hop brasileiro. O Hutúz revelou talentos em vários campos da produção cultural e foi também um espaço de reconhecimento de grandes artistas. O prêmio revolucionou o segmento hip hop, pois colocou a cultura negra e das periferias em evidência.

Além disso, em ação conjunta, as bases da CUFA de todo o país cobriram outro dos grandes eventos de rap do país, o festival Rap Popular Brasileiro, que apresentou os novos talentos das periferias do Brasil, o maior evento de grafite acontecido no Distrito Federal, bem como eventos de literatura marginal.
O Ação Periferia reuniu, em um mesmo espaço, artistas consagrados como MV Bill, Racionais MC’S, Realidade Cruel, Nega Gizza, GOG e Thaíde, com os novos nomes do rap brasileiro, como Renegado, Kamal, Emicida, Flora Matos, Lívia Cruz, Rapadura, Ataque Beliz, entre tantos outros.

Mesmo focado no rap e na música, o Ação Periferia, consciente da necessidade de informação para o povo, também marcou presença no Fórum Social Mundial, realizado em Belém, no Pará. Com o apoio da base da CUFA no estado, o programa conseguiu registrar parte das importantes discussões ali realizadas, alertando seus ouvintes para a urgência de se discutir propostas alternativas para as soluções dos problemas da sociedade.

Também esteve no evento RE-CULTURA, reportando e apoiando os esforços da sociedade civil para cobrar maior suporte por parte do Estado em questões relativas à cultura local, como a criação de secretarias, grupos de trabalho e agremiações que discutam e promovam, para fortalecer, atividades produtivas da cultura.

Além da cobertura desses importantes eventos, o programa preza pela interação. O Ação Periferia já conta com um canal de comunicação direto com o público, o quadro INTER”AÇÃO”, que divulga músicas recebidas por meio do email acaoperiferia@gmail.com, do twitter @AcaoPeriferia e da página do facebook https://www.facebook.com/acaoperiferia . Ampliar esse contato direto com o ouvinte é um dos grandes objetivos do programa, porque, afinal, é justamente dessa interação com o público que o Ação Periferia encontra sua justificativa, porque busca divulgar para as periferias aquilo que é de seu interesse, mas também quer mostrar para o Brasil aquilo que é produzido por essas periferias.